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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Qualquer um pode ganhar - 20/05/2007

Para alguns é um simples jogo de cartas, outros consideram-no um jogo de estratégia em que as cartas são um mero acessório e há ainda quem o designe por Desporto. O póquer é, neste momento, um pouco de tudo isto.

Em Portugal, assim como em todo o Mundo, o jogo tem tido, nos últimos anos, uma evolução brusca. A cada dia que passa aumenta o número de jogadores, aumentam os eventos em que o mesmo se joga e assim aumentam também os prémios monetários envolvidos, chegando, por vezes, a ultrapassar os 5 milhões de euros. Todo o mundo parece começar a prestar atenção ao que se passa no jogo.

Em Espinho, no passado fim-de-semana, teve lugar a 5ª Etapa Solverde Season, em que o prémio monetário ultrapassou os 30 mil euros, e que, pela primeira vez, contou com uma equipa profissional, vinda da vizinha Espanha. Só os media parecem ignorar este crescimento em flecha que o jogo está a ter. Até quando o conseguirão fazer?

Embora todos os jogadores defendam o póquer, todos eles têm também consciência que a visão que o público em geral tem, aqueles que não têm ainda conhecimento sobre as bases deste jogo, é uma visão negativa. Muitos associam o póquer a qualquer outro jogo de casino em que tudo se baseia na sorte, ou azar, e a maior probabilidade é que os jogadores percam somas avultadas de dinheiro. Outros agarram-se à imagem que Hollywood passa do póquer, em que normalmente há sempre um jogador com uma enorme dívida de jogo. Há, ainda, quem tenha a ideia que os jogadores de póquer são apostadores compulsivos, viciados no jogo a dinheiro, que gastarão tudo o que ganhem, e ainda mais, novamente a jogar. Nem tudo isto é verdade, aliás, muito pouco ou quase nada disto é verdade.

Existem inúmeras diferenças entre um jogador de póquer e um viciado no jogo a dinheiro, entre os jogos de casino e os jogos de póquer, embora devido à legislação em vigor, só seja possível jogar póquer em casinos.

Daniel Perfeito, técnico de informática e jogador de póquer, considera que “um viciado é um apostador compulsivo, um perdedor. Pelo contrário, um jogador de póquer joga com estratégia,sempre com o objectivo de maximizar as suas probabilidades de vencer”. Maria Maceiras Lapido (May), 26 anos, jogadora profissional espanhola da equipa “Everest” acrescenta que “no jogo de casino a banca ganha sempre e isso no póquer não é assim”. Francisco López (Pakito), actual campeão espanhol vai mais longe ao frisar que esta “é uma questão que nem se põe porque o póquer não é um jogo de apostas nem de azar. Um jogador tem que ser inteligente, observador, calculista, estratega, agressivo e frio. Cada um destes factores é uma das partes do póquer. O viciado no jogo não tem a maior parte delas, nem precisa, porque se limita a apostar”.

Pese estes factos, a visão que o público em geral tem sobre o jogo, apesar de ter vindo a se alterar progressivamente, ainda é negativa. Miguel Barbosa, 31 anos, joga póquer a tempo inteiro desde Janeiro. Decidiu fazer uma experiência, segundo diz, pelo menos até “Novembro” e experimentar ser jogador a tempo inteiro. Para ele, a ideia de que o póquer é um jogo perigoso em que se pode perder muito já está a mudar. “Com as transmissões da Eurosport, as pessoas já começam a entender o jogo”.


João Nunes, um dos directores do torneio e comentador de póquer na Eurosport não tem dúvidas sobre se o póquer é um jogo de sorte/azar. Não é. E justifica-o. “Para os conhecedores de póquer é fácil identificar os cinco ou dez melhores jogadores de póquer do Mundo. Se o conseguimos fazer é porque estes devem ter algumas capacidades. No entanto, é impossível nomear quais os cinco melhores jogadores de bingo ou de roleta. Aí sim, são jogos puramente de sorte ou azar” respondeu convicto.

Apesar das razões evocadas pelos jogadores há quem continue a não acreditar em nada disto. António Castelo, 45 anos, nunca jogou poker. “Nem experimentarei” adianta. Sentado num café junto ao Casino de Espinho, e convidado a ir espreitar o jogo, recusou categoricamente. “Ali não entro” e olha o casino de soslaio por entre as vidraças do café. Vira-se novamente e continua a responder: “quem vai ali é para perder dinheiro. O dinheiro ganha-se é trabalhando”, disse com alguma irritação. O seu amigo de café, Pedro Botelho, uns bons 10 anos mais novo ri-se e pergunta ironicamente se “algum dos presentes já ouviu falar de algum casino que tivesse falido. Eu não, respondeu ele próprio perante o silêncio de todos os outros.

João Nunes, enquanto organizador de eventos quer mudar estas mentalidades. Lembra que são os países mais desenvolvidos da Europa aqueles em que “o jogo é aceite de uma maneira mais aberta e onde está mais enraizado, acrescentando que “em alguns deles os grandes jogadores de póquer são estrelas nacionais. É isso que tentaremos fazer no futuro.”

Por si só o póquer irá ter muitas dificuldades em se apresentar ao grande público. Apesar do crescimento na internet, ainda não são muitos os media que parecem acreditar nas potencialidades do jogo como entretenimento, o que acontece com outros jogos/desportos. Pelo menos em Portugal é assim. Nos Estados Unidos da América foi o póquer o escolhido entre toda uma panóplia de desportos para fazer concorrência a nível de audiência à transmissão da Super Bowl (Final do campeonato de futebol americano), o maior evento desportivo anual nos EUA com transmissão televisiva. João Carlos Ruivo, um médico veterinário de 40 anos diz mais. “Os media portugueses ainda têm muito que aprender com o que se faz lá fora, principalmente com algumas estações de televisão que já despertaram para o potencial do póquer”. Realmente são poucos os produtos que conseguem juntar algumas das qualidades que o póquer possui: estratégia, imprevisibilidade, análise do comportamento humano, tensão e adrenalina. João Nunes acredita que “será uma questão de tempo” até o póquer ganhar um espaço na televisão nacional.

Crescimento repentino

O poker existe há muitos anos. Não foi recentemente que se descobriu o jogo e por isso, por vezes, causa algum espanto toda esta evolução e algum mediatismo que o jogo começou a ter. A criação das salas de póquer on-line foi um grande passo para o crescimento recente do jogo. May considera que outros factores são as próprias características do jogo, o facto de ser um jogo completo. “É um jogo de fácil aprendizagem. Em 20 minutos aprendemos a jogá-lo mas demoramos uma vida inteira a tentar dominá-lo”. A busca da perfeição, impossível de alcançar, faz com que as pessoas se prendam ao jogo de modo a tentarem ser, a cada dia que passa, melhores jogadores. A espanhola, “uma das melhores jogadores europeias”, segundo o director do torneio, faz notar que, sem contar com as horas de jogo, dedica entre quinze e vinte horas por semana ao póquer. Cristina Lima liga o sucesso do jogo ao “elevado valores de prémios monetários”. Miguel Barbosa adita ainda que “por um pequeno valor de inscrição, ou por nenhum valor, podemos ganhar uma grande soma, vale a pena experimentar”. Mas há outras (grandes) razões para este crescimento.

Quando do 8 ao 80 até parece pouco

“Duas palavras apenas: Chris Moneymaker”. Para João Ruivo é esta uma das grandes razões para um desenvolvimento tão impetuoso do jogo de póquer. E a maioria parece concordar. May acrescenta que “Moneymaker foi muito importante”. Se o slogan das World Séries of Poker (WSOP) já era “anybody can win” (qualquer um pode ganhar), “com Moneymaker isso tornou-se certo, um completo desconhecido até ao dia em que ganhou as WSOP. Toda a gente precisa de modelos a seguir, e com a sua vitória todos começaram a sonhar e a acreditar que era possível” adiantou a espanhola. Daniel Perfeito é da mesma opinião. Cataloga Chris como o fenómeno a partir do qual todos acreditam que, agora, é possível alcançar o “impossível”.

Mas quem é Chris Moneymaker?

A história de Chris dava um filme. Nascido nos Estados Unidos, em Atlanta, no Estado da Geórgia, foi baptizado com o nome de Christopher Brian Moneymaker (fazedor de dinheiro). O seu nome parecia, desde logo, estar destinado a realizar grandes feitos. É Mestre em Contabilidade e era apenas mais um jogador amador de póquer.

Em 2003 qualifica-se para o evento principal das WSOP, através de um torneio na internet em que teve que investir cerca de 40 dólares. Tinha começado a jogar póquer apenas 3 anos antes e nunca tinha participado num torneio ao vivo, seria a sua primeira vez. E que primeira vez. Superou 829 jogadores, entre eles alguns dos nomes mais sonantes do nome do Póquer. Moneymaker deu uso ao nome com que os pais o baptizaram e transformou os 40 dólares de inscrição no torneio on-line em 2.500.000 dólares do prémio de vitória no evento. Tornou-se imediatamente profissional de póquer. Agora sim faz sentido o slogan das WSOP. “Qualquer um pode ganhar”.

Póquer no feminino

O póquer é dos poucos desportos, se o considerarmos como tal, que coloca em pé de igualdade homens e mulheres. Nem o xadrez o conseguiu. A etapa de Londres do European Poker Tour foi ganha pela Britânica Victoria Cohen. Outras mulheres têm estado em grande destaque em grandes torneios internacionais. Em Portugal o número de jogadoras também está a crescer e se era preciso uma maior promoção junto das senhoras, Cristina Castella fê-la ao terminar a 5ª etapa do Solverde Season na quinta posição. Desta forma, a espanhola arrecadou 2.010 euros do prémio total do torneio que era de 30.000 euros. Os homens vêem a presença feminina como natural e positiva. Muitos são os que já levam as suas namoradas e esposas para participar nos torneios e outras tantas, ainda sem coragem para dar o último passo, limitam-se a assistir embora, por vezes não consigam disfarçar o desejo de estarem a jogar.

“O póquer é um jogo que qualquer um pode jogar. Alto, baixo, gordo, magro, homem, mulher, jovem ou idoso. As capacidades físicas pouco, ou nada, influenciam. As mulheres competem de igual para igual”, frisou João Nunes esperançado no crescimento ainda maior da presença de jogadoras durante os próximos torneios.

Everest Espanha Poker Team

A 5ª etapa do Solverde Season contou com a presença de uma equipa espanhola da casa Everest. Apesar de nenhum dos jogadores da equipa ter chegado aos lugares pagos do torneio, esta foi sem dúvida uma mais valia. Para a organização do torneio “ter estes jogadores em Portugal foi incrível. Tivemos cá o campeão espanhol (Pakito), uma das melhores jogadores da Europa (May), e outros jogadores que estão regularmente a participar nos eventos europeus”. Além disso “eles adoraram o ambiente, o espírito que esta à volta do jogo e adoraram as pessoas. Vieram por prazer e dizem que vão repetir. Nós esperamos que sim”. João Nunes disse ainda que “foi como se alguns jogadores portugueses estivessem a receber lições de borla tantas foram as vezes que lhes perguntavam se tinham jogado bem ou mal”. A simpatia e boa disposição da equipa espanhola fez com que alguns jogadores já sintam saudades e aguardem por uma nova visita desta equipa.

Organização de parabéns

Muitos elogios foram feitos pelos jogadores à organização do torneio. May não vê diferença entre o que se passa cá e lá fora. Miguel Barbosa que já esteve presente em torneios em Badajoz, Barcelona e Amesterdão acha “apesar dos jogadores lá fora ainda estarem uns passos à nossa frente a nível organizativo estamos ao mesmo nível. Sublinhou ainda que “Portugal tem condições para receber uma etapa do EPT, tem estruturas para tal, como em Espinho e em Vilamoura. É só uma questão de investimento. Para o director do torneio o EPT em Portugal “é o sonho que está em aberto, é atingir o céu.

Recorde-se que Portugal conquistou recentemente o direito à organização do European Poker Amateur Championship (EPAC), o maior torneio do mundo para amadores. Um verdadeiro campeonato da Europa com 20 países representados. “É o grande teste à nossa capacidade de organização. Se conseguirmos mostrar capacidade de resposta pensamos que será mais fácil, no breve prazo, trazer o EPT a Portugal adiantou o membro da organização.

5ª Etapa Solverde Season

Sexta-feira, 18 e trinta. Casino Solverde de Espinho. É hora do início para as inscrições nos torneios satélite (qualificações) para o evento principal que terá lugar durante o fim-de-semana. As luzes, a imitar um céu estrelado, que brilham no tecto do hall do casino parecem dar as boas vindas às possíveis futuras estrelas do póquer. E são aos montes os candidatos. Dezenas de pessoas aguardam a possibilidade de conseguirem se inscrever para uma das qualificações. Não há lugar para todos. A procura é muito maior do que a oferta.

Os felizardos que conseguiram o bilhete de entrada começam então a se juntar em pequenos grupos. Muita conversa, muitos risos que parecem querer disfarçar alguma ansiedade. Um copo ou outro. Assim passam o tempo enquanto não se abrem as portas do salão para que cada um tome o seu lugar à mesa de jogo.

Lá dentro 11 elementos da organização cuidam dos últimos pormenores. Preparam as mesas, organizam as fichas, sincronizam os relógios. “Já está atrasado” diz um dos membros da organização. Aumenta a azáfama e ouvem-se as últimas indicações aos “dealers” e restantes membros. Alguns ainda têm dúvidas sobre algumas das regras, nada de anormal numa modalidade que começa a dar os seus primeiros passos em Portugal. Telemóveis em riste parecem querer confirmar mais alguns pormenores. E o atraso vai aumentando.

No hall, os jogadores que aguardam o início do torneio já não conseguem disfarçar o seu nervosismo e ansiedade. Os risos, as conversas, deram agora lugar ao fumo. É vê-los fumarem cigarro atrás de cigarro. Nem a música ambiente, que passeia pela sala misturada com o fumo, e que muitos, com certeza, já nem ouvem, dissimula o ambiente tenso, mas de enorme camaradagem, que se vive.

Finalmente, 40 minutos depois da hora prevista, abrem-se as portas e é hora de cada um tomar o seu lugar à mesa.

Jogo de cartas, de estratégia, jogo de sorte ou azar, ou até Desporto. Agora parece já não importar. Cada um está entregue a si mesmo na procura de um lugar entre os 209 finalistas que no dia seguinte disputarão o evento principal do torneio em busca de um lugar nos 20 primeiros que lhes dê acesso a uma parte do prémio monetário em jogo.

Encontrados os vencedores de cada mesa é hora do descanso. A noite já vai longa e amanhã é dia de os apurados se sentarem nas mesas com alguns dos nomes mais conhecidos do poker português, e até quem sabe, poder jogar contra um profissional.

Sábado

Repetem-se rituais. Se no dia anterior a presença de jogadores era enorme para as qualificações, para o início do torneio é ainda maior. 209 Jogadores misturam-se com membros da organização, espectadores e funcionários do casino. Muitos já se conhecem de outros torneios. Alguns são até amigos. Há também muita curiosidade para ver os jogadores profissionais que vieram de Espanha. E eles chegam, relaxados. Aos poucos e poucos vão se integrando com o resto. São bem recebidos. Muito respeito. Abrem-se as portas para o início do torneio, mas desta vez parece que a pressa não é tanta. Enquanto muitos já estão sentados nas mesas outros tantos acabam as conversas, fumam o último cigarro, bebem mais um copo. São os mais conhecidos os últimos a irem para a mesa. São 209. E não acabará enquanto não forem encontrados os 20 que dividirão o prémio monetário como também disputarão um lugar na mesa final. Um dia longo espera os jogadores. E os jogadores também esperam que o dia seja longo e que fiquem até ao fim. Após a primeira hora muito calma começam a ser eliminados jogadores, mas muito lentamente. Muitos, talvez para afastar a pressão do seu lado, mencionam que apenas querem chegar ao intervalo do jantar. E foram muitos os que conseguiram.

Após o jantar e com o cair da noite os jogadores contrariam as leis e parecem menos sonolentos. Começa a ser jogado um póquer mais agressivo, os jogadores começam a cair mais rapidamente, até que faltam apenas pouco mais de 10 para se dar por encerrado o dia. Volta tudo a acalmar. Os mais experientes aproveitam-se. Ninguém quer ser 21º mas alguém tem que o ser. Foram precisas cerca de dez horas de póquer para encontrar os finalistas.

Domingo

Diminuem-se os jogadores, aumentam-se os espectadores. Duas mesas de 10 jogadores que não jogam só entre si como também vigiam constantemente o que se passa na outra mesa. Do 20º ao 11º o prémio é igual para todos. Pouco mais de 300 euros. É preciso ser paciente. Pouco a pouco vão caindo um a um até que restam dez.

É agora que tudo se vai decidir. À entrada para a última mesa há um jogador claramente na frente. Paulo Santos, veio de Sintra. É para as suas fichas que todos olham quando se sentam à mesa.

Com alguns erros, algum azar, os jogadores voltam a começar a cair, um a um. A cada um que sai todos os outros olham para a tela que projecta os valores dos prémios. A casa um que sai todos os outros vêem o seu prémio a aumentar. Na quinta posição sai Cristina Castella, a única mulher na mesa final. Joga-se mais um pouco e na terceira posição saí o ultimo estrangeiro que restava. Só ficam dois. São os dois portugueses. Paulo Santos, que entrou na mesa final como líder, tem agora 75% das fichas em jogo contra João Martins, do Porto. A mesa pára para intervalo para que se prepare tudo para a final entre os dois. João Martins, com apenas 25% das fichas é quem está, aparentemente, mais descontraído. Passeia pelo hall, conversa, volta à mesa e diz uma piada ou outra a que o seu adversário parece nem ouvir. Passou o intervalo só. Tenso.

Recomeça o jogo e após algumas mãos com apostas pequenas para as fichas em jogo, João Martins é líder, por pouco mas é líder. Na jogada seguinte os dois jogadores vão “all-in”. Paulo Santos faz flush na quarta carta comunitária mas João Martins consegue o mesmo com a quinta carta. É João que tem a carta mais alta de ouros e vence o torneio.

Aos 20 anos, este estudante de Gestão da Universidade Católica vence o seu primeiro grande torneio em Portugal. Arrecadou a quantia de 6.893 euros. Mas já há planos para o dinheiro. Fazer um inter-rail. Ainda vai sobrar muito. Apontou como as suas características a calma e agressividade. Embora possa parecer um contra senso foi mesmo assim que jogou. Com muita calma na sua postura e muito agressivo nas fichas. Não é só nas WSOP. Em Portugal também qualquer um pode ganhar.

História do Póquer

A própria palavra pela qual conhecemos o jogo, crê-se que deriva do francês “poque”, ou do alemão “pochen”. Provavelmente, o póquer, enquanto jogo, aparenta ser, na sua origem, uma amálgama de jogos, dos quais se distingue um jogo persa, ensinado pelos comerciantes persas à comunidade francesa sedeada em Nova Orleães.
Outros historiadores e estudiosos do mundo do jogo, acreditam que o póquer, tal como hoje é conhecido, é uma evolução de jogos de carta europeus, na sua maioria da época do Renascimento, de que são exemplos o italiano “primero”, ou o “brelan”, de origem francesa. Independentemente das nações a que se reportam, estes jogos têm algumas características que partilham com o póquer, e que são, a título de exemplo, a possibilidade de se alterar três cartas, e a legitimidade do “bluff”, que é, regra geral, relegado nos vários jogos de cartas. O póquer era, aliás, conhecido como o jogo da batota. Muito antes de se fazerem partidas virtualmente, nos casinos online, este divertidíssimo jogo era maioritariamente praticado em cafés ou tavernas, e, aparentemente, era o sexo masculino o mais apreciador da modalidade.

Como não poderia deixar de ser, o póquer atravessou com grande velocidade as barreiras europeias, sendo amplamente divulgado na América do Norte. Era jogado sobretudo nos barcos do rio Mississipi, e novas regras e estilos de póquer vieram renovar o jogo tradicional. O póquer ainda não perdeu a vitalidade, nem os adeptos fervorosos.

PS - esta foi uma reportagem "aparada" e mesmo assim ficou grande, feita para um trabalho universitário e que agora, embora tarde, aproveito para agradecer uma vez mais a todos os que colaboraram e maior satisfação me dá que todos eles, três anos depois, têm marcado o seu lugar no poKer português e internacional. Mais uma vez obrigado. Engraçado ler isto agora e "ouvir" o João Nunes se referir ao EPT em Portugal como o sonho do poker português. Caso para dizer sonhem mais alto agora :)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O que é o Poker Underground?

Notícia Censurada pelo Turismo de Portugal devido à queixa da menina do Casino.

terça-feira, 28 de setembro de 2010